sexta-feira, 30 de setembro de 2011

“O relógio marcava 23h58. Ele estava com o telefone na mão, já havia discado o número e estava só esperando a hora certa para pressionar o botão “Call”…
— Alô?
— Estava com medo de você não atender.
— Quem é? — Desesperada, estava ela, não sabia do que se tratava e nem ao menos quem era aquele ser misterioso.
— Não me reconhece? — Perguntou com um tom de mistério.
— Não, desculpe. Quem é? — Estava prestes a desligar o telefone. Estava com medo, poderia ser um trote e estava cansada demais para ficar se pagando de otária.
— Só mais um minuto e todas as suas dúvidas e confusões serão esclarecidas, moça.
— Porra, você quer me falar quem é? Eu vou desligar! 
(silêncio)
E então… O relógio marcou 00h00 e ele disse:
— Eu escolho você. Eu cansei de sempre ser “eu” e você”, por que não podemos nos tornar “nós”? Eu realmente adoraria poder chamar-te de minha, e olha… Ah… Como eu gostaria de ser seu. Eu quero construir uma história contigo. A nossa história. Eu encontrei a minha felicidade em você, amor. Eu percebi que te amo, quando eu estava prestes a lhe perder. Doeu, ah, como doeu. Não quero sentir esse gosto, e nem essa dor de novo, então… Eu te pergunto: — silêncio — Você me aceita? Você quer namorar comigo, pequena? 
— Leandro? É vo-vo-c-c-ê? — Estava tremendo, e estupidamente boba com tudo que acabara de ouvir. Sua cara demonstrava surpresa e felicidade.
— Sou eu, meu amor. Sou eu. 
— Não en-ten-ten-do, por que não ligou do seu celular?
— Fazia parte do mistério — riu.
— Mas… Mas… Eu não estou acreditando. — suspirou — Eu aceito.
— Aceita, pequena?
— Sim… Eu aceito, eu aceito, eu aceito. — repetiu isso mais umas 5 vezes 
— Eu te amo, bobinha.
— Eu te amo mais, seu idiota.
— Ah, eu queria poder estar te abraçando agora. — entristeceu-se.
 — Não seja tola, pequena… Estou aqui fora

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